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"Fotografando os Espíritos"

«Fotografando os Espíritos» é um artigo de Gilberto Schoereder publicado no Portal do Espírito.

Passamos a transcrever um excerto:


A chamada “fotografia de Lorde Combermere” foi publicada em 1895, e até hoje é considerada um mistério. Ela foi obtida em 1891 por Sybell Corbett, na biblioteca do Combermere Abbey, em Cheshire, Inglaterra.

A ideia era fotografar a biblioteca da casa, de modo que a película ficou exposta por cerca de uma hora. Durante esse período, ninguém teria entrado no aposento; apesar disso, uma figura difusa surge na cadeira, sugerindo a imagem de um homem de idade. Quando a fotografia foi revelada e mostrada a uma parente de Lorde Combermere, ela disse que a imagem se parecia com ele, apesar de ser muito difícil de se distinguir os detalhes.

O que vale ressaltar é que, no momento em que a foto foi obtida, Lorde Combermere estava sendo enterrado a poucos quilómetros da casa. O investigador Sir William Barrett, da Society of Psychical Research, chegou a dizer que um empregado deveria ter entrado na biblioteca e sentado na cadeira, no período de uma hora em que a câmara estava com o obturador aberto, deixando uma “imagem fantasmagórica”.


No entanto, posteriormente, Barrett reconsiderou sua posição, percebendo que a imagem não se parecia com a de qualquer dos empregados da casa, e que todos os empregados homens se encontravam no funeral no momento.


A fotografia dos Espíritos foi desde sempre um campo aberto para as mais grosseiras falsificações. Contudo, entre as falsificações e mistificações, casos há em que é manifesto que não houve manipualção das imagens nem fraude.


Classificar a priori como fraude todos os documentos deste tipo é, em nossa opinião, dogmatismo. O mesmo dogmatismo que leva outros a classificar a priori todas as manifestações dos Espíritos como "coisas do Demo". Os extremos tocam-se...


O Espiritismo não anda atrás dos cientistas a suplicar que estes se ocupem destes fenómenos. A sua comprovação científica não adianta nem atrasa a quem tem a experiência diária da existência do mundo espiritual.


Há cientistas que têm a coragem de enfrentar o lobby ateísta dominante. Há cientistas que têm a humildade que caracteriza o verdadeiro cientista. Outros têm a arrogância e a estreiteza de vistas que levou os seus antecessores a apelidar o fonógrafo de "mistificação de um ventríloquo".

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