Três momentos-chave de A Voz do Cidadão:
- O Bruxo de Fafe afiança a Jorge Gabriel que ninguém está imune ao "mau-olhado", e que só se safa se for consultá-lo (e deixar lá uma batelada).
- Moisés Espírito-Santo afirma que há o "espiritismo antigo" e o "espiritismo moderno".
- Amélia Reis esclarece que o termo "Espiritismo" foi criado por Allan Kardec em 1857, com a publicação de O Livro dos Espíritos.
Comentando:
- Fernando Nogueira, o Bruxo de Fafe, faz na televisão o jogo do chico-esperto psíquico, que cria no consulente o medo, a insegurança, a dependência, para garantir uma mina de ouro que durará até a vítima perceber o logro ou se lhe acabar o dinheiro. Aí, o chico-esperto psíquico dá-lhe imediatamente com os pés.
- Moisés Espírito-Santo pode fazer todos os estudos e mais alguns, mas errou. Espiritismo só existe um. O termo foi criado em 1857, como Amélia Reis bem lembrou. E não têm o direito de se declararem espíritas tratantes que fazem exactamente aquilo que o Espiritismo combate:
cultivam o obscurantismo, a exploração das fragilidades alheias, a fraude.
- Amélia Reis afirmou algo de incontestável: antes de 1857 não havia Espiritismo, ou filosofia espírita. Havia fenómenos mediúnicos. Moisés Espírito-Santo foi, assim, a mancha no que podia ter sido uma bela peça jornalística.
Quanto ao direito que cada um terá de se afirmar espírita, é claro que cada um, se lhe der na veneta, e em conversa de esquina ou de café, pode intitular-se o que entender, em termos filosóficos ou religiosos: materialista, ateu, budista, positivista, católico, niilista, existencialista, hinduista, rastafari, rosa-cruz, umbandista, racionalista cristão, cristão copta, católico ortodoxo, cristão anglicano, animista, wiccano, epicurista, estóico, ou espírita.
Não tem o direito, pelo menos em termos morais, de se afirmar espírita quem se dedica a práticas diametralmente opostas à filosofia espírita.
Compete aos órgãos de INFORMAÇÃO evitarem a informação truncada, que induz em erro os espectadores, leitores e ouvintes. A liberdade de opinião não pode ser um salvo-conduto para a calúnia e os negócios imorais.
Foi esse o apelo final de Paquete de Oliveira.
E ficou-nos um gosto amargo e doce. Paquete de Oliveira esteve bem. Moisés Espírito-Santo borrou a pintura.


8 comentários:
18.7.09
Na realidade O "Bruxo de Fafe" deixa a ideia de que só ele está capacitado de resolver o mau olhado, levando por esse serviço uma pipa de massa, aproveitando-se simplesmente da ignorância das pessoas.
Fiquei sem dúvida surpreendido pela palavras de Moisés Espírito-Santo que afirma que há o "espiritismo antigo" e o "espiritismo moderno", e fica-se confuso depois das palavras de Amélia Reis, que muito bem diz, que o termo Espiritismo foi criado em 1857. Par quem estuda espiritismo verifica facilmente que os termos utilizados por Moisés não fazem sentido.
De qualquer forma fez-se Justiça, pelo menos esclareceu-se um pouco mais as pessoas acerca das crendiçes, embora saibamos que existe um longo terreno a desbravar.
Pena é que a Federação Espírita Portuguesa, tenha andado descuidada, sem papel activo no esclarecimento desta temática, tão preocupada que anda em tratar dos seus assuntos internos, que se esquece do mais importante, que é o de vigiar e esclrecer o que se tem passado na comunicação social, entre outros. Enfim nem todos somos perfeitos. Parabéns à ADEP por ter desempenhado tão bem esse papel, com o sacrifício abnegado dos seus elementos.
15.12.09
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10.5.10
pois e mas os centros de espirita tambem levam dinheiro e de que maneira e ja agora porque que tem secretario e tesoureiro voces sao como o diabo vivem da mentira pois por aquilo que eu vi na voz do cidadao foi tudo a favor do bruxo de fafe aquem voces tem inveja do homem
10.5.10
Caro Anónimo,
Onde houver aceitação de dinheiros ou de prendas em troca de qualquer tipo de serviço espírita, não há Espiritismo. Provavelmente está a confundir "centro espírita" com centros de ajuda espiritual, ou com os anúncios de charlatães que inundam os jornais.
Consulte os sites da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (www.adeportugal.org) e da Fedração Espírita Portuguesa (www.feportuguesa.pt), e leia este blogue com atenção, para separar o Espiritismo, que é filosofia e cultura, de certas correntes religiosas e práticas de mediunismo.
O Espiritismo é um movimento humanista e voluntário, rigorosamente gratuito nos seus serviços, tendo todos os espíritas as suas profissões e o seu ganha-pão honesto. Nós não fazemos comércio com as coisas de Deus, pois tal é para nós um crime de simonia.
Em todo o caso, se acha que lhe assiste razão nessa acusação, queira sff apresentar provas do que diz. Em que centro espírita levaram dinheiro a alguém? Queira fazer o favor de dizer.
As contas dos centros espíritas são suportadas pelos seus sócios, que se quotizam para pagar água, luz, renda de casa, telefone, equipamento, limpeza, e mil e uma despesas que oportuna,mente tratarei em série de artigos que postarei em resposta às suas acusações.
Fico à espera da sua resposta,
AA
10.5.10
Em resposta ao anónimo que teceu as considerações que se podem ler acima acerca dos "centros de espirita", a minha resposta em:
http://blog-espiritismo.blogspot.com/2010/05/o-trigo-e-o-joio-1.html
http://blog-espiritismo.blogspot.com/2010/05/o-trigo-e-o-joio-2.html
http://blog-espiritismo.blogspot.com/2010/05/o-trigo-e-o-joio-3.html
http://blog-espiritismo.blogspot.com/2010/05/o-trigo-e-o-joio-conclusao.html
Espero que tenha ficado devidamente elucidado.
Acerca do facto de os centros espíritas terem tesoureiro e secretário, conto debruçar-me também. Os centros espíritas de dimensão que exceda o grupo de tipo familiar, o grupo de amigos, são associações legalmente constituídas, a quem a Lei exige que tenham corpos sociais, o que implica terem tesoureiro, presiudente da mesa da aseembleia geral, etc..
As contas dos centros espíritas estão sempre à disposição da Lei para serem inspeccionadas. E são-no.
AA
11.5.10
(Desculpe André)
Caro anónimo
Desde já peço desculpa pela minha ousadia, visito este site há imenso tempo sem nunca me ter prenunciado, mas as suas "letras" levaram-me a "aparecer"
Lamento informá-lo, mas o sr andou em locais errados e em contacto com algo/quem que não devia, daí essa "nuvem de poeira demasiado escura" e que o impede de ver e separar o trigo do jóio.
Uma casa espirita não pede nem exige nada a ninguém, tampouco algum tipo de pagamento.
Já Jesus disse: - Dá de graça o que de graça receberdes.
Portanto se ao SR lhe pediram o que quer que seja,aconselho-o vivamente a participar isso às autoridades, locais, porque está a ser/foi burlado.
Agora pergunto: o sr acha que Jesus está contente com quem apregoa dons e que se aproveita da miséria dos outros?????
Acha que foi mesmo isto que Jesus lhe disse??? - Olha vai e paga-te bem pelo teu dom....
11.5.10
Obrigado pelo seu testemunho, e obrigado pela sua visita. Acho que, em poucas palavras, colocou as coisas de forma claríssima!
Abraço amigo,
AA
27.1.11
Temos recebido algumas mensagens neste post, de teor formal pouco recomendável, que as regras básicas da boa educação nos impedem de publicar.
Queremos deixar claro que (como um dos espíritas entrevistados diz no programa), cada pessoa é livre de procurar a filosofia, a religião, a ideologia, enfim, que mais lhe conforte a alma.
"Bruxos", médiuns-comerciantes, "psíquicos", e todas as variantes de pessoas que negoceiam com o vasto tema "espiritualidade", sempre os houve.
Uns serão honestos, e outros não, como em tudo o que é negócio. Já escrevemos vários posts a deixar claro que respeitamos todas as formas de pensar e que se uma pessoa gosta de ir à Bruxa da Arruda, ao Professor Katrapumba ou à astróloga Madame Soleil, só temos que respeitar, e é o que fazemos.
Se a pessoa for enganada, recorre à polícia, que nós, polícias, não somos.
O que gostamos é de chamar cada coisa pelo seu nome. E quando a Bruxa da Arruda, o Professor Katrapumba ou a astróloga Madame Soleil se apresentam como "espíritas", aí reservamo-nos o direito - e o dever - de esclarecer:
Alto, isso NÃO É Espiritismo. Nem de perto nem de longe. Espiritismo é cultura, é filosofia, não é negócio, não se publicita, não apregoa supostos "poderes" (que não temos nem queremos ter), não promete milagres nem curas.
Esperamos ter esclarecido o amigo que aqui se manifesta continuamente.
AA
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