Spiga

Origem do "Jogo do Copo"


O chamado "jogo do copo" é dos temas que mais curiosidade suscita, aqui neste blog. Temos recebido mensagens públicas e privadas com as mais diversas questões e comentários acerca do referido "jogo". São sobretudo os mais novos que se sentem atraídos por esta prática. O que não admira, pois vêem-na como um oráculo, uma espécie de máquina de responder a perguntas. E com alguma razão, se virmos bem. Todos os dias há milhares e milhares de pessoas que consultam o horóscopo, as cartas tarot, as cartas astrais. Outros, igualmente interessados na famosa trilogia amor-saúde-negócios, consultam especialistas em práticas divinatórias. Os mais novos, com menos disponibilidade financeira e desejosos de respostas, lançam mão do que têm.

É conhecida entre os jovens a prática ingénua de esfregar um fósforo queimado nas palmas das mãos, para obter o desenho da inicial da pessoa amada. O rapaz ou rapariga rodam o fósforozinho, abrem as mãos e procuram decifrar se o arabesco de carvão se parece com um S de Sónia, um V de Vítor, e por aí fora.

Ora a possibilidade de obter palavras e frases com sentido é muito mais apaixonante que o fósforo queimado, ou tentar descortinar na lua a cara do admirador secreto, como fazem as raparigas na Holanda, se não me engano...

O parente rico do "jogo do copo" é a tábua ouija. Um dos membros da equipa deste blog ainda recentemente encontrou uma tábua ouija à venda na secção de brinquedos de uma loja. O nome ouija, ao contrário do que muitos pensam, não é nenhuma designação misteriosa e oculta. Oui e Ja querem dizer "sim", em diferentes Línguas. E a tábua ouija foi efectivamente comercializada como uma "máquina de responder a perguntas". O sim e o não constam da tábua para respostas mais expeditas. Letras e números servem para a construção de frases completas.

Como a necessidade gera o engenho, um pouco por todo o lado a miudagem habituou-se a improvisar uma tábua dessas, recorrendo a um simples papel com letras e a um copo virado ao contrário. Depois, como o ser humano tem gosto pelos hábitos e pelos rituais, foram-se popularizando maneiras de fazer o jogo "a preceito". E, creiam ou não, não é raro recebermos perguntas do tipo "quantas velas tem que se usar", ou "os participantes devem ser em número par ou ímpar". O problema é que boa parte dos jovens experimentadores não faz ideia de como aparecem respostas coerentes. Porque se às vezes há um brincalhão que empurra o copo, de outras vezes passa-se algo mais.

Fiquemos, para já, com esta ideia: nem o ouija nem o "jogo do copo" são práticas espíritas, e o Espiritismo desaconselha-as, pois podem acarretar perigos. Voltaremos em breve a este assunto.

E perdoem-nos a escolha um tanto original do modelo de copo que ilustra esta entrada.

Partilhe este artigo:

2 comentários:

pavelmodernell

31.7.09

O cãozinho será algum a querer comunicar-se do além em virtude da promoção que vocês fazem das associações em defesa dos animais?
...jajajaja...
Um abraço.
Pável.

Mário

1.8.09

Este é que deve ser mesmo um cão espírita! 8VD

Abraço também p'ra ti, amigo!

Enviar um comentário