Para encerrarmos esta resposta à Isa, que esperamos possa ser útil também a outros leitores, chamamos a atenção para um equívoco muito frequente.
Perante alguém que apresente sinais de mediunidade, as reacções variam. Sempre foi assim... Joana d'Arc, a famosa médium francesa que levou o seu país à vitória na guerra contra os Ingleses, começou por ser muito respeitada, depois foi executada por causa da sua faculdade, e finalmente foi considerada santa pela Igreja Católica.
Hoje em dia já não se atiram os médiuns para as fogueiras. Mas ainda há quem queira fazer deles uma espécie de "santos". Não falta quem dê logo a sua sentença:
- Tu és médium; tens de "trabalhar"!
Não é assim. Um médium é uma pessoa como as outras, com qualidades e defeitos. A sua faculdade não a torna melhor nem pior, não a torna especial ou privilegiada. O médium não tem de "trabalhar". Pode trabalhar se quiser, mas, na opinião da filosofia espírita, nunca, em circunstância alguma, cobrando pela sua faculdade, pois estaria a vender algo que lhe foi dado.
Ao contrário de um médico, por exemplo, que teve que adquirir as suas capacidades mediante o seu esforço e muitos anos de estudo.
Além disso, estejamos cientes de uma coisa:
Nem sempre os transtornos de origem espiritual são sintoma de mediunidade.
Os Espíritos constituem uma população que é para nós invisível. Em certos casos interagem connosco, fazem sentir a sua presença. Entre os Espíritos, que são pessoas como nós que viveram na Terra, há os mais e os menos simpáticos. Há casos de Espíritos que se comprazem em nos aborrecer. Sentir a influência deles não faz da pessoa automaticamente um médium. Também aqui aconselhamos a que quem estiver a braços com um problema desses, visite uma associação espírita. E evite, sempre, os comerciantes da Espiritualidade, os médiuns comerciantes que se propõem tudo resolver, prometendo mundos e fundos.
Não pagar nunca por serviços de índole espiritual deve ser um princípio de todo o cristão. No Novo Testamento, Simão, o Mago, propôs-se pagar aos apóstolos de Jesus para que o ensinassem a fazer "prodígios". Esse homem vivia do comércio da Espiritualidade, e esse delito moral, repudiado pelos apóstolos de Jesus, passou a ser chamado simonia.


1 comentários:
25.6.09
"Não possuir algumas das coisas que desejamos é parte indispensável da felicidade."
ÓTIMO FINAL DE SEMANA!!!!
BJS DA AMIGA "CÁ".
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