Em casos como o da Isa, há quem não chegue a pôr os pés num centro espírita. E há quem ponha, mas desespere com a lentidão em obter resultados.
O centro espírita não se arroga o estatuto de ser o único caminho para quem se depara com esta questão de se descobrir médium e querer reconquistar tranquilidade que essa condição lhe retirou. Há quem obtenha excelentes resultados sem passar pelo centro espírita.
Mas não aconselhamos, de modo algum, que as pessoas recorram aos chamados médiuns comerciantes. Os médiuns comerciantes costumam ser autodidactas, que frequentemente se crêem dotados de poderes miraculosos, mas que raramente sabem o que fazem.
Acham essas pessoas que, por serem médiuns, são especiais, são superiores a todas as outras pessoas, e que os Espíritos que os assistem sabem tudo.
Quando alguém aparece num médium comerciante e descreve sintomas de mediunidade, o habitual é que o médium comerciante, muito cioso do que julga serem os seus "poderes", se afadigue imediatamente em "fechar o cofre" a quem o procura.
Seguem-se as rezas, as benzeduras, os defumadouros, as velas, a chavinha para colocar ao pescoço, num fio, os crucifixos benzidos, etc..
Quem nos lê e já passou por isso sabe bem que tais coisas são meras crendices que nenhum efeito têm, a não ser o de emagrecer a conta bancária do "paciente" e engordar a do "terapeuta"!
Esgotados os recursos do "vidente", e visto que tudo fica na mesma, este confessará que fez tudo o que pôde, mas que o caso é "complicado", e acaba por lavar daí as suas mãos, mas o dinheiro que cobrou... não devolve!
Repetimos: não se deixem enganar pelos vendedores de milagres!
Quem não for de centro espírita que procure um profissional de saúde habilitado a lidar com tal situação. Os médicos e psicólogos que conhecem a Psicologia Transpessoal são pessoas devidamente habilitadas, exercendo uma profissão legalmente reconhecida, que estudaram muitos anos e que sabem o que estão a fazer. A esses é lícito pagar-se, pois estão aprestar um serviço útil, e não a enganar o próximo.


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