Omissão em relação a divulgação
A grande maioria do movimento espírita nunca deu a menor bola para a divulgação da doutrina e, muito pelo contrário, sempre dificultou o trabalho daqueles que optaram por esse tipo de tarefa, como trabalho espírita.
Não vou, novamente, citar as dificuldades enfrentadas por Luiz Olympio Teles de Menezes, Cairbar Schutel, Leopoldo Machado, Deolindo Amorim, Augusto Cezar Vannucci e todos os outros que quiseram levar o Espiritismo para o grande público, porque isto daria um livro.
A FEB possui a sua revista REFORMADOR, que é secular. Mas ela é voltada para dentro do movimento espírita, enviada sempre para as mesmas pessoas. Não tem qualquer proposta de falar ao grande público e todas as tentativas de mudar o seu direccionamento foram recusadas. Tem que ser aquilo mesmo, por séculos e séculos, amém.
Outros periódicos, também antigos, como a Revista Internacional de Espiritismo, são dirigidas ao movimento espírita.
Deolindo Amorim criou uma instituição chamada ABRAJEE, que significava Associação Brasileira de Jornalistas e Escritores Espíritas, instituição essa que conseguiu assento no Conselho Federativo Nacional, da FEB, mas ninguém nunca deu a menor bola para ela e o que ela falava nessas reuniões, entrava num ouvido e saía noutro, já que nunca era considerado relevante. A ABRAJEE nunca, em época nenhuma, realizou qualquer iniciativa de um jornal voltado ao grande público.
De repente criaram a ABRADE, Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo, que é a continuação dela, mais ampla, não se limitando apenas a jornalistas, mas abrindo-se para abrigar todos os divulgadores, inclusive no campo do rádio, da televisão e de todos os meios de divulgação. Eu participei de algumas reuniões do Conselho Federativo Nacional, da FEB, com os olhos bem abertos, e percebi que continuava do mesmo jeito como no tempo da ABRAJEE. Ninguém dava a menor bola para ela. As representações da ABRADE, em cada estado, são as ADEs: ADE São Paulo, ADE Rio de Janeiro, ADE Bahia, ADE Pernambuco... etc... Procure se informar se existe algum estado onde a Federativa local dá algum apoio para a sua ADE. Creio que mais de 98% dos espíritas locais nem sabem que ela existe. Não dão a menor bola, não há apoio nenhum.
Em que pese ser uma instituição que tem gente competente em seu quadro, inclusive vários amigos muito queridos, a ABRADE nunca realizou absolutamente nada em termos de veículo de divulgação do Espiritismo, em nível nacional. Nem uma Web Rádio, que é uma das coisas mais fáceis de fazer, ela teve. Lamentavelmente se resume a grupos de discussões na Internet, através de e-mails.
Por que isto? Porque ninguém dá bola.
Está certo isto?
Claro que não. A ABRADE deveria ter, no mínimo, um bom jornal, de circulação nacional, em todas as bancas de revistas, uma boa revista, no mínimo uma rádio via satélite e também uma televisão ou, pelo menos, um programa numa das redes de televisão abertas.



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