Um dos momentos mais interessantes das Jornadas de Cultura Espírita da ADEP, edição 2009, foi a intervenção de Vasco Marques, webmaster e trabalhador espírita, que gratuitamente põe o seu saber ao serviço da causa da divulgação do Espiritismo em Portugal. E no mundo, já que a Internet chega a todo o mundo.
Se compararmos o site da ADEP de hoje e de há uns anos, a evolução é enorme. O mesmo se pode dizer da edição online do Curso Básico de Espiritismo e de todo o material produzido para este curso e para o curso de Estudo e Educação da Mediunidade, e do Jornal de Espiritismo, iniciativas da ADEP visando divulgar de forma escorreita esta nossa ainda tão incompreendida filosofia.
Os números falam por nós, e a apresentação de Vasco Marques apresentou estatísticas que revelam a popularidade do Espiritismo na Internet, e do site da ADEP em particular. Se bem que não nos movam intuitos proselististas, nem estratégias de marketing, congratulamo-nos pelo facto de o Espiritismo ter entrado no léxico dos portugueses sem ser apenas, e erradamente, como sinónimo de comunicação com os mortos.
Estas foram as sextas Jornadas Espíritas realizadas na região Oeste, as segundas organizadas pela ADEP e o apoio logístico do Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha. Mais uma vez a Imprensa não-espírita primou pela ausência.
Não temos nenhum anseio de "aparecer", não queremos roubar lugar a ninguém, não acalentamos veleidades de "converter" ninguém. O Espiritismo é cultura, e o primeiro objectivo de quem divulga o Espiritismo é dá-lo a conhecer como ele é.
Sempre que na Imprensa não-espírita a designação "espiritismo" aparece ligada a médiuns comerciantes, necromancia, magia, fraudes, negociatas, seitas, crendices, superstições, os esclarecimentos seguem imediatamente para os órgãos de informação em questão. Invariavelmente, nas respostas que recebemos, é-nos apontada a "falha" de não divulgarmos convenientemente o Espiritismo, e daí as confusões, segundo quem assim o afirma.
Contudo, quando se realizam eventos destes, as notas de Imprensa seguem para os serviços de agenda de todos os órgãos de Informação. E quantos jornalistas estiveram presentes em seis edições das Jornadas de Cultura Espírita?
Nenhum!
As Jornadas Espíritas são um evento cultural, o Espiritismo é cultura, e quem assiste, no Auditório da Casa da Música, em Óbidos, e pela Internet, são espíritas e não espíritas. Os expositores são também espíritas e não espíritas. Os temas interessam a espíritas e a não espíritas.
Este ano o tema foi "A Vida Continua/Factos Espíritas". Não será interessante ouvir relatos de cientistas acerca das pesquisas que podem indiciar que, de alguma forma, a vida continua? Não será isto bem mais importante que assistir ao espectáculo de exploração do ridículo alheio, que constitui a apresentação de uma suposta médium a dançar a pavana em cuecas, perante milhões de espectadores em horário nobre da televisão?
Da parte dos espíritas existe o tal esforço de divulgação séria. E os comunicados continuarão a ser enviados para a Imprensa. Pelo menos para que se saiba que não somos nenhuma sociedade secreta. As actividades espíritas são de entrada livre. São bem-vindos espíritas e não espíritas, crentes e cépticos, religiosos e não-religiosos, estudiosos e curiosos. Desde que nos retribuam o respeito que a todos eles dedicamos.


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