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Dia Internacional Contra a Homofobia

17 de Maio de 1990: supressão da homossexualidade da CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) pela Organização Mundial de Saúde. A declaração oficial surge dois anos depois.

17 de Maio 2004: comemoração do Dia Internacional Contra a Homofobia, instituído a 1 de Junho no ano anterior pela Fondation Émergence (Canadá).

(Véspera de) 17 de Maio de 2009: a França anuncia a eliminação do transgenerismo da sua lista de doenças psiquiátricas de longa duração.

Embora se multipliquem os livros e os escritos de vários espíritas, não existe uma posição do Espiritismo sobre a homossexualidade. Acerca deste assunto, convido-vos à (re)leitura deste texto muito elucidativo do André.
Permitam-me acrescentar alguns pensamentos.
Destituídos de sexo, nós, espíritos, a ele acedemos através da matéria, seja ela o corpo como o conhecemos, seja ela mais fluídica e subtil - o perispírito.
Sigamos dois silogismos muito simples:

1.
- O corpo constitui um excelente instrumento para as aprendizagens necessárias à evolução do espírito
- O espírito acede ao sexo através do corpo
- O sexo constitui um excelente instrumento para as aprendizagens necessárias à evolução do espírito

2.
- A relação com o Outro impulsiona a evolução do espírito
- O sexo permite a relação com o Outro
- O sexo impulsiona a evolução do espírito

Poderíamos continuar ad eternum mas o que aqui quero ressalvar é que, ao contrário do que algumas mentes mais castradas e castradoras possam advogar,
- O sexo é uma bênção
- O sexo não se esgota no objectivo da procriação
- O sexo é uma experiência que o espírito escolhe em conformidade com as suas necessidades evolutivas

Parece-me lógico, pois, que, podendo ser uma forma de expressão do amor, o sexo independe das várias combinações que o corpo possibilita e enobrece-se pela genuinidade, pela honestidade afectiva. Segundo Divaldo Franco, "seja em que faixa se movimente o espírito, estamos diante de um processo de evolução. O que o espiritismo considera negativo para o espírito é o seu comportamento nesta ou naquela área: uma vida promíscua, a pederastia, a entrega sem nenhum respeito por si mesmo nem pelo próximo, mas não apenas no homossexual mas também no heterossexual." (1)
Parece-me lógico, também, que a legitimação da heterossexualidade como comportamento normal e a marginalização das outras orientações se validam, apenas e só, pela bitola preconceituosa da sociedade. Uma bitola proteica pois que, citando novamente o André, "as mentalidades evoluem e, consequentemente, as leis também".
Parece-me lógico, portanto, que a fobia à diferença, qualquer que ela seja, pertence ao conjunto das arestas a limar pela humanidade.
Havendo ainda muito preconceito a dirimir, a abolição da escravatura e da pena de morte, a condenação do racismo e da xenofobia ou a eliminação da visão da homossexualidade como doença são atitudes que nos fazem vislumbrar a regeneração deste nosso cantinho de provas e expiações.


(1) Divaldo Franco. Revista de Espiritismo - nº 30. 1996. Portugal

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3 comentários:

Paulo

21.5.09

apesar de não conhecer muitos dos princípios que subjazem ao texto, registo o louvável desejo de eliminar o preconceito em defesa da igualdade, limando as arestas! muito bem! muito bom texto! parece-me ser exactamente esse o caminho!

abraço

Denise

23.5.09

Obrigada, Paulo.
Os princípios espíritas não são consentâneos com a homofobia ou qualquer outro tipo de marginalização.

gomes

23.5.09

Querida, de fato este texto "demarca" o fim do Preconceito Estúpido e bitola... Ótimo da tua parte expor, uma tema tão "Delicado" como a "Homossexualidade".

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