Marco Santos, autor do blogue marcobitaites - exclusivamente para intelectuais, tem publicado textos com que procura desmistificar e contestar uma realidade que lhe parece improvável porque absurda. Assim foi com o que escreveu sobre o desaparecimento misterioso David Lang ou sobre William Mumler, o homem que afirmava fotografar espíritos.
A óptica do autor é assumidamente céptica e, por isso, talvez, atribui a estes seus textos a deselegante categoria de cromos. Coisa de somenos importância, já que corresponde a uma opinião e, nisto, creio, a margem de liberdade é relativamente grande.
O que me chamou a atenção foi um dos marcadores de cuja existência me apercebi ao ler o seu mais recente texto sobre estas estranhas realidades: A «Um post sobre o Além», Marco Santos atribuía, entre outros, o marcador espiritismo, presente também nos textos que acima refiro.
Tendo gerado uma discussão acesa na caixa de comentários, o texto em si não remete para qualquer ofensa aos crentes; assumindo não acreditar na existência do "Além", o autor avança filosoficamente com explicações que se lhe afiguram mais racionais do que as que conhece de cunho espiritualista para desaguar no relato de uma história engraçada. Assim, relegando para o foro da mera opinião o que é opinião, cingi-me ao que me pareceu urgente, o marcador, e, por isso, botei comentadura:
Boa tarde,
Sendo leitora habitual do Bitaites, só há pouco tempo me apercebi da etiqueta Espiritismo, já que tenho andado semi-arredada da blogosfera.
Sendo espírita, abstenho-me de acrescentar algo sobre a Doutrina aos comentários já muito completos do César e do André.
O que me importa aqui é apresentar um requerimento com a seguinte argumentação:O Espiritismo é uma Doutrina específica codificada por Allan Kardec e o Espiritualismo consiste na admissão de uma realidade espiritual. O Espiritismo é uma doutrina espiritualista, mas nem todos os espiritualistas são espíritas.
Tendo em conta que o teor dos posts publicados com esta etiqueta não se adequa, não se encaixa, nem corresponde aos princípios da Doutrina Espírita, abordando mais questões relacionadas com a mediunidade e com a crença na existência de espíritos, proponho que a palavra atrbuída à etiqueta em questão seja substituída por algo como, por exemplo, Espiritualismo…
Aguardando provimento….:wink:
Aguardando provimento….:wink:
Errata:
* atribuída* Aguardando
(queria colocar um smile, mas falhou por motivos que me ultrapassam….)
* atribuída* Aguardando
(queria colocar um smile, mas falhou por motivos que me ultrapassam….)
Marco Santos procedeu, prontamente, à alteração.
Nós, espíritas (posso usar o plural?), agradecemos.


2 comentários:
23.4.09
«Assim foi com o que escreveu sobre o desaparecimento misterioso David Lang ou sobre William Mumler, o homem que afirmava fotografar espíritos.
A óptica do autor é assumidamente céptica e, por isso, talvez, atribui a estes seus textos a deselegante categoria de cromos.»
Mas você chegou a ler os posts? David Lang nunca existiu, foi uma criação de um repórter sem escrúpulos que transformou o relato ficcional de um contador de histórias num facto jornalístico com testemunhos e provas falseadas. William Mumler era um aldrabão, manipulava as fotos (e as pessoas) recorrendo a truques de dupla exposição para fotografar os «espíritos» junto aos familiares.
E você diz que a inclusão destes posts na categoria Cromos é deselegante e atribui a minha escolha a um suposto cepticismo quando na verdade se trata de desmistificar historias da carochinha?
É uma questão de ética, Denise, nada tem a ver com cepticismo. Enervam-me os idiotas (os tais «cromos») que avaliam a Humanidade das pessoas como uma fraqueza a explorar.
23.4.09
Sim,li os posts com atenção, mas achei deselegante a nomenclatura de "cromos", como todos os eufemismos sarcásticos. Prefiro algo mais directo: charlatães, aldrabões, embusteiros...mera opinião minha; nada de relevante.
Com a forma como estruturei a sintaxe procuro enfatizar a sua posição (a realidade improvável e absurda a contestar e desmistificar) perante a existência de outras posições. Era meu propósito a neutralidade e não um juízo de valor sobre qualquer uma delas...
A história de Lang daria um estudo excelente no âmbito das fronteiras entre verdade e ficção mais ausência de pactos de leitura, creio.
O cepticismo que lhe atribuo é mais abrangente, não se esgota nesses dois exemplos,pois que se amplia para a existência da realidade espiritual; por isso mesmo, os seus posts com essa categoria tinham o marcador "espiritismo". Uma coisa é o oportunismo dos que exploram a ignorância de outros (e sobre isso estamos de acordo), outra coisa é colocar tudo no mesmo saco: charlatães e doutrinas. Tenho consciência que o não fez de má-fé e foi com seriedade que lhe enderecei o tal pedido.
Este era um post de agradecimento, Marco, totalmente isento de linhas implícitas eivadas de ironia...
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