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Alamar - "TV CEI – A TV do Conselho Espírita Internacional"



TV CEI – A TV do Conselho Espírita Internacional

Uma luta enorme, pra ir para o satélite


Eu já fiz vários e-mails, falando sobre a necessidade da divulgação da Doutrina Espírita, abrindo a boca, sem medo de cara feira, e não paro de falar sobre o assunto.

Levar o Espiritismo para os meios de comunicação de massa não tem nada a ver com a tal “vaidade”, que tantos ultra-conservadores espíritas condenam, e sim proporcionar a população ter conhecimento das orientações de uma doutrina extraordinária.

- “Há, mas quem quiser saber sobre Espiritismo, que procure os centros espíritas.”

É uma das argumentações mais bestas que eu já ouvi. Tem gente que diz isto.

Até parece que existe presença de centros espíritas em tudo quanto é canto do País, e que todos eles são equipados o suficiente para receber e atender bem ao grande público.

Todos sabemos que, apesar do carinho que devemos ter pelos centros espíritas, a maioria deles é absolutamente despreparada para receber o público, considerado leigo. Em primeiro lugar, a apresentação dos ambientes que, em nome da “humildade”, geralmente são de um mau gosto sem tamanho. Lâmpadas fracas, que dão sono, porque “a casa é pobre e não tem recurso para pagar energia eléctrica”, as cadeiras são aquelas, brancas, de plástico, que custam 10 reais. Lá na frente, aquela mesa, forrada com toalha branca e uma pessoa fazendo palestra, geralmente sem didáctica nenhuma, porque não há treinamento para expositor e o dom da comunicação não é considerado nada relevante.

É aquela coisa muito distante da alegria de uma Doutrina dinâmica, abrangente, racional e de muita comunicação.

De repente, surgem companheiros dedicados, dispostos a colocar a coisa um pouco mais bonitinha no ar, para o grande público, utilizando-se de expositores mais seleccionados, pessoas que sabem se comunicar, pessoas que têm didáctica, que possam ilustrar as exposições, enfim, fazendo COMUNICAÇÃO, através de veículos de grande abrangência, como é a televisão.

Dentre essas pessoas, eu destaco os jovens Luiz Hu Rivas, o Peruano artista que veio para o Brasil, e o Joseval Carneiro Júnior, que há algum tempo criaram a TVCEI, apenas uma WEB TV, mas com sonhos de fazer aquilo crescer e tornar-se uma televisão via satélite, chegando à casa das pessoas como televisão e não apenas como TV por computador que, apesar de ter futuro, é algo que não está, ainda, muito bem, não pela tecnologia, mas pela deficiência das Internet que são fornecidas pelos provedores, sobretudo em nosso país, com aquela coisa desonesta de vender uma determinada velocidade, mas só garantirem 10% dela. As pessoas têm que ver na telinha pequena, por causa da velocidade baixa.

Luis Hu Rivas e Joseval Carneiro Júnior começaram comigo, nessa coisa de televisão via satélite e fizemos muita coisa interessante. Inclusive a revista Visão Espírita.

A TV CEI está bonitinha, com uma programação gravada, bem organizada, com gente boa por lá, dentro daquele estilo adoptado pela FEB, que é, de fato, a maior orientadora do Conselho Espírita Internacional, e merece todo o nosso carinho e consideração.

De vez em quando eu converso com eles e sempre é aquela mesma luta de sempre:

- “Faltam recursos, Alamar.”

- “Temos que convencer o pessoal, de que esta é uma boa ideia.”

Não é fácil. A Federação Espírita Brasileira hoje, bem como o Conselho Espírita Internacional, são dirigidos pela mesma pessoa, um homem de visão profunda e um espírita notável, que é o meu querido amigo Nestor João Masotti, que tem dado certo apoio aos jovens idealizadores, todavia, não decide sozinho porque, tradicionalmente, os estatutos de instituições espíritas exigem que os tais “conselhos superiores” tomem as decisões, mesmo que nesses conselhos existam pessoas que não entendem absolutamente nada sobre os assuntos colocados em discussão.

Mas, “já que eu sou membro do conselho, tenho a necessidade de me fazer notado e impor o meu poder de aprovação ou de veto”, é o que acontece muito.

A luta deles é grande, como a minha sempre foi, ao longo destes anos.

Eu repito, aqui, o que sempre disse, sem medo de retaliações:

Não consigo entender, como é que pode o segmento de maior poder aquisitivo entre todos os segmentos religiosos/filosóficos do Brasil, nunca ter dinheiro para nada, nunca poder ajudar iniciativas como estas e ser tão omisso, na divulgação de coisas que podem proporcionar tanto bem à Humanidade.

Gente. Se vocês souberem a quantidade de mega-indústrias, de propriedades de espíritas e dirigidas por espíritas, que existe por este país, cada uma com facturamentos nas casas dos milhões de reais, por mês, que, unidas ou não, já poderiam ter dado apoio a um tipo de iniciativa desta, vocês iriam ficar impressionados.

Há indústrias, espíritas, que pagam anualmente milhões de reais, só para o imposto de renda, que poderiam, muito bem, aplicarem a Lei Rouanet e ajudarem colocar uma TV no ar, mas não fazem. Não sairia um centavo dos seus cofres, mas não fazem.

Que diabo é isto? Será que entenderam a Doutrina? Será que entenderam a mensagem que diz que a Luz é para ser colocada no velador e não deixada sob o alqueire?

Um Up link, custa o preço de um carro bom. Com menos de 200 mil reais, monta-se a emissora, com up link, câmaras excelentes, dois ou três estúdios e faz-se uma boa TV.

O segmento protestante, constituído por um segmento populacional pobre, o mais baixo poder aquisitivo, hoje já com quase 20 redes de televisão vai satélite, e mais umas cinco em andamento, além do domínio da Rede Record, também em vésperas de comprar a Rede TV, gasta, mensalmente, de 120 a 150 milhões de reais, nos empreendimentos rádio e televisão.

Não precisava nem um milhão, por mês, para termos uma rede de TV espírita no satélite. No meu caso, com apenas 50 mil reais, já faríamos uma boa TV. Falei em 50 mil reais e não em 50 milhões de reais. Isto mesmo, o preço de um carro.

Mas aí vem aquela conversa: O problema é o estilo do Alamar.

Ora, e por que não apoiam a TV CEI, que não é o estilo do Alamar e sim o estilo da FEB?

Já viram que desculpa mais esfarrapada, para encobrir uma vergonhosa omissão?



A TV CEI está entrando no satélite.

Os meninos, coitados, não tiveram condições de comprar um Up Link, que é um equipamento que custa na faixa dos cem mil reais, apenas, por absoluta falta de apoio, por falta de ajuda, e estão entrando alugando uma estrutura especializada.

Óptimo, é alguma coisa extremamente válida, e temos que aplaudir.

O que quero pedir ao grande público espírita, principalmente àquelas pessoas que não aceitam o estilo livre, sincero, autêntico e franco do Alamar (os meus e-mails sempre chegam às mãos dos conservadores) é para que não deixem esta nova iniciativa morrer e que a prestigiemos, com força, com garra, com determinação e por amor à Causa.

Taí, aproveitem a oportunidade para darem uma resposta ao Alamar, provando que ele está errado e, só para pirraçar, unam forças e apoiem essa iniciativa.

Eles precisam deste apoio, no começo e sempre.

Ninguém estará fazendo nenhum favor ao Joseval Carneiro Júnior e ao Luis Hu Rivas, e muito menos incentivando vaidade deles, em apoiar essa TV, estará, sim, fazendo à Doutrina Espírita a maior Caridade que podemos fazer em relação a ela.

Sempre que eu fiz TV, algumas pessoas, dentre elas instituições espíritas, editoras, etc... de forma absolutamente insensata e irracional, diante de qualquer solicitação nossa de apoio, sempre alegavam que era “ajuda ao Alamar”, como se tivessem pagando a conta de luz da casa do Alamar, o colégio do filho do Alamar e o supermercado do Alamar, sem se darem conta de que estariam participando das despesas com Embratel e outras que levavam os programas para o ar. Visão estreita e irracional.

É preciso que o Brasil Espírita se mobilize, em iniciativas como esta. Se pudermos ter umas cinco redes de TV Espírita, melhor ainda, cada uma com o seu estilo, já que tem público para todos os estilos. E temos, sim, condições para isto.

Basta que nos conscientizemos do nosso dever de ser úteis à humanidade e não apenas teóricos de tribuna espírita.

Lembremos daquela questão de O Livro dos Espíritos:

“O homem que não fez mal a ninguém, viveu uma vida sem fazer maldade nenhuma, sem prejudicar ninguém, é o suficiente? Estará bem, perante o mundo Espiritual?”

Os espíritos disseram que não. Esses são zero a esquerda, inúteis, não produzem nada. Na linguagem bem popular: “Nem fedem nem cheiram”. É preciso que o homem pratique algum ato de utilidade, de amor, de bondade, de caridade, de utilidade ao próximo.

Temos que fazer alguma coisa. É orientação da doutrina.

Portanto, gente, quero pedir que dediquemos todo carinho à TV CEI, ao Conselho Espírita Internacional.

Mas aí alguém, mais observador, pode fazer uma pergunta:

- “Mas, Alamar. Nem sendo INTERNACIONAL, eles têm o suficiente para adquirirem equipamentos, que são tão baratos?”

Pois é. A ideia que se tem em termos de coisas INTERNACIONAIS, é que se trata de algum conjunto, onde constam participação de vários países, inclusive países da Europa e do mundo mais abastado. A gente imagina que tem dinheiro de países da Europa, dos Estados Unidos, etc...

Mas é coisa espírita, gente, e a omissão espírita não existe apenas no Brasil, já que no exterior também é aquela miséria de sempre, do nunca tem dinheiro pra nada, nunca ninguém investe em nada, principalmente em divulgação. É assunto para uma outra matéria que há muito tempo tenho vontade de desenvolver.

Vamos em frente, saudando a TV CEI.


Abração, Gente!


Alamar Régis Carvalho

alamar@redevisao.net

http://www.redevisao.net/



Ah, tem outra coisa: Você, que gosta do Alamar, dê uma entradinha em nosso site: www.redevisao.net bote o seu e-mail lá, na opção QUERO SABER MINHA SENHA, pegue uma senha, e actualize os seus dados no nosso banco de dados. É que eu me correspondo com muita gente, nunca mais fiz estatística, e gostaria de saber um pouco mais o perfil do público actual, com o qual me correspondo. Se você recebe e-mail meu, com certeza tem registro seu lá e uma senha existe. Basta botar o e-mail, que ela segue, também por e-mail, na hora.

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