Spiga

Regras


A nossa Sociedade está cheia de regras. A evolução das Leis reflecte a evolução do senso moral. O aperfeiçoamento das leis humanas reflecte a aproximação em relação às Leis Divinas - uma versão das leis divinas, eternas e imutáveis, pode ser lida no capítulo II de O Livro dos Espíritos.

Contudo, nem sempre a quantidade significa qualidade, e a profusão de regras, leis, regulamentos, muitas vezes reflecte a penas a tentativa de controlar algo que está, por natureza, já fora de controle. Entramos num botequim e deparamos com vários anúncios afixados:

- Proibido Fumar; Proibido servir bebidas a menores de 18 anos; Proibida a venda de tabaco a menores de 18 anos; proibida a permanência a menores de 16 anos, excepto se acompanhados pelos pais ou tutores; etc..

E estes são alguns dos da lei. Porque temos também os anúncios do dono:

- "Freguês educado não cospe no chão, não pede fiado, não diz palavrão" é um clássico.

No Blog de Espiritismo não foram estabelecidas nem afixadas regras. Parte-se do princípio de que as regras básicas não escritas, aplicáveis ao relacionamento entre seres humanos são aqui aplicáveis.


A "linha editorial" do blog também não foi propriamente definida. As palavras de apresentação do Francisco, que fundou esta "casinha espírita" foram no sentido de divulgar o Espiritismo através da Internet, procurando combater os preconceitos e as ideias erradas acerca desta filosofia, que ainda sofre da incompreensão gerada pelos muitos anos em que esteve proibida em Portugal, pela ditadura de Salazar.

Talvez por isso, boa parte dos artigos são necessariamente polémicos. Correcções a informações deficientes veiculadas na Imprensa, respostas a ataques injustos, ocupam uma percentagem importante do nosso espaço. Não somos conflituosos, mas a nossa vocação é esclarecer.

Fomos obrigados a activar a moderação de comentários, não por uma questão de censura, pois publicamos sempre as opiniões contrárias às nossas e os ataques à filosofia espírita, mas porque a dada altura a caixa de comentários era invadida por propagandistas de sites pornográficos e de venda ilegal de medicamentos.

Não é preciso um livro de regras para justificar tal decisão, nem somos tão sérios, pesados e institucionais que precisemos de transformar um blogue num templo da burocracia e do aborrecimento.

Recentemente hesitámos na publicação de um comentário, de um leitor que mimoseava o Alamar Régis com uma série de impropérios. Ou o nosso caro leitor estava num momento de menos clareza de ideias, ou foi simplesmente mal-educado.

Além de ter interpretado mal as palavras do Alamar (está no seu direito), foi agressivo, incorrecto e profundamente injusto (não está no seu direito). Alamar escreveu que Jesus não materializa dinheiro nas reuniões mediúnicas. Ainda por cima dentro do contexto em que foi dito, em que é que esta frase justifica o apodo de "raivoso"?!... Tivesse o leitor exprimido o seu desagrado com respeito e correcção e tudo estaria bem. Assim não tem razão duas vezes: na forma e no conteúdo.

Alamar Régis é um trabalhador espírita incansável. Por dar tanto ao Espiritismo terá que ser forçosamente imune ao erro? Se é que errou, nas considerações que terá feito acerca de Sai Baba, e que merecem do leitor tanta indignação. Não seria mais elegante dizer que Divaldo e Alamar certamente poderão estar enganados acerca do líder espiritual indiano?

Alamar Régis não é um colaborador deste blogue. Alamar Régis tem muitos projectos de grande envergadura com que se ocupar. Temos trocado com ele algumas mensagens, desde há alguns anos, já tivemos algumas conversas no Pal-Talk, publicamos os seus textos porque estes são públicos, como se pode ler na notinha que surge sempre a seguir à sua assinatura.

A etiqueta "Patetices dos espíritas", que muitas vezes colocamos a seguir à etiqueta "Crónica do Alamar", é da nossa responsabilidade. Mais precisamente minha e do Mário. Porque, de facto, nós, espíritas, não somos imunes à patetice. O comentário desarrazoado do leitor em questão é a prova disso.

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