Spiga

Pecado e Espiritismo




Com este selo que a Joana do blogue Ideia Espírita nos ofereceu recebemos, também, um desafio: desenvolver "o tema dos Sete Pecados na óptica Espírita".

Comecemos, então, pelo conceito de pecado. Confirmamos, em vários dicionários, a estreita relação entre o vocábulo e os conceitos de transgressão e culpa, num contexto religioso de carácter punitivo. A existência do pecado, enquanto transgressão das leis de Deus, explicaria a existência do sofrimento humano, temporário ou eterno, consoante a gravidade dos delitos.

Os Pecados Capitais resultam de uma selecção e classificação levada a cabo pela Igreja Católica. São eles:

- A Soberba (considerada por Tomás de Aquino a mãe de todos os pecados)
- A Avareza
- A Inveja
- A Ira
- A Luxúria
- A Gula
- A Preguiça

Capital deriva de caput (latim) que significa cabeça. São os Pecados Capitais os que conduzem à condenação, por serem considerados os mais graves e os geradores de todo os outros.

Tal acepção do conceito de pecado, em estrita relação com as ideias de condenação e punição e os sentimentos de medo e culpa, não encontra eco no seio da Doutrina Espírita.
Efectivamente, a caminhada para o aperfeiçoamento moral é regida por um conjunto de leis divinas, de que faz parte a Lei de Causa e Efeito. As consequências das nossas atitudes, sendo agradáveis ou desagradáveis, não são vistas como recompensas ou castigos, mas sim como resultado de algo de que apenas nós somos os responsáveis. A dádiva do livre- -arbítrio torna os erros como algo de muito natural ao próprio processo, até porque também pelo erro nós aprendemos.
Em vez de pecado, no Espiritismo fala-se de paixões, sentimentos e tendências que pertencem a faixas vibratórias mais grosseiras mas que são sempre ultrapassáveis. Imperfeições, portanto. Assim, a ideia de culpa é destituída pela de responsabilidade.
Para nós, espíritas, Deus é Amor. Amando, o Pai acompanha os filhos durante o crescimento e, assim, permite que erremos para que possamos aprender por nós mesmos. Não porque nos foi imposto, incutido, ditado. E Deus ama-nos tanto que respeita o ritmo de aprendizagem de cada um e nós e nos concede tantas oportunidades quanto as que necessitamos. Daí as provas e as expiações - mecanismos que nos levam à reparação e à consciencialização.

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3 comentários:

Carlos

17.3.09

Isso é verdade, esse sistema de culpa e castigo é extremamente humano. Algumas pessoas tem preconceito com o espiritismo pois não entendem o significado da frase que foi muito bem colocada

"Para nós, espíritas, Deus é Amor. Amando, o Pai acompanha os filhos durante o crescimento e, assim, permite que erremos para que possamos aprender por nós mesmos."

Sem dúvida a evolução se dá através disso.

Abraços. Adorei o blog, pretendo passar por aqui mais vezes.
Se puder visite o Sinapse Moderna

Denise

18.3.09

Obrigada pelo incentivo, Carlos. Visitaremos o SM com certeza :-)

Adriana

23.3.09

Denise,

Gostei muito do texto, tanto que coloquei uma indicação em meu blog.

O blog está ótimo, visito sempre. Parabéns e continuem assim.

Abraços fraternos.

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