Spiga

O Pecado Morava ao Lado


O tema do "pecado", aqui trazido pela nossa companheira de blogue, evoca em muitos de nós os antigos catecismos da nossa catequese infantil. A lista dos pecados era sempre magnificamente ilustrada e motivo de genuíno divertimento. A gula, toda desvairada, gorducha, de olhos saídos em direcção ao prato cheio, apimentava com umas gargalhadas as aulas de catequese. Bem como a inveja, toda verdinha. A preguiça parecia-nos um pecado bastante levezinho e inócuo, apesar de ser "mortal".

O termo "pecado mortal", nunca o entendemos muito bem, aliás. Entendíamos que se comêssemos uma refeição pesada (a gula) e fôssemos nadar, podíamos morrer. Mas os outros pecados, não. Como também não entendíamos o pecado da luxúria. O que seria a luxúria? E o que teria a luxúria de tão grave, que fazia com que as catequistas e os adultos em geral se esquivassem a esclarecer-nos?... Seja como for, ficámos com péssima impressão dos artigos de luxo, que por alguma razão são fortemente carregados de impostos.

A lista dos pecados mortais e dos pecados veniais tinha algo de burocrático. Tornava-se difícil para quem não estudasse regularmente o catecismo, saber qual a graduação de gravidade para as asneiras que ia cometendo. E se eram ou não asneiras, inclusivamente. Por exemplo: poluir, era, na altura da nossa catequese católica, um conceito vago ou mesmo inexistente. Actualmente passou a constar da lista dos pecados mortais.

E depois tínhamos também o "pecado original", um mito de criação e desobediência - que por alguma razão aparece em todas as culturas do mundo. O primeiro homem e a primeira mulher, a desobediência, a punição, as consequências do delito para toda a Humanidade futura. Prometemos abordar o assunto em breve.

Partilhe este artigo:

0 comentários:

Enviar um comentário