Muito se debate a questão dos governos populistas, que utilizam-se da inteligente estratégia de agradar pobres, sabedores de que o que ganha eleição é maioria e a maioria está exactamente na classe mais pobre.Isto acontece no Brasil, assim como na Venezuela, com o Hugo Chaves, e em outros países.
É conveniente fazer uma análise sobre esta questão, mas esta análise só pode ter seriedade ser for feita, no caso do Brasil, por alguém que não odeie o Lula, que não tenha raiva do Lula, que não seja inimigo do partido que hoje governa o Brasil e nem que esteja com inveja dos índices de popularidade do presidente, porque aí estaria uma análise feita por inveja ou por ódio, que são factores que eliminam qualquer credibilidade de qualquer coisa.
O ódio não pode ter credibilidade NUNCA e devemos jogar no lixo qualquer manifestação onde ele esteja presente.
Quero fazer uma análise sobre o assunto, mas procurando colocar algumas argumentações que convidam o leitor ao raciocínio, o que não quer dizer que seja necessariamente concordar comigo.
Vejamos esta reflexão:
Um pai e uma mãe, RESPONSÁVEIS, não devem dar, nunca, qualquer tipo de bombom, chocolate ou qualquer tipo de doce, ou guloseima, ao seu filho, próximo ao horário do almoço, porque TEM CONSCIÊNCIA de que aquilo não é bom para ele.
Aí a criança começa a chorar, espernear, e os pais, inconsequentemente, resolvem liberar todo tipo de doce, para ser bonzinhos e adquirir a sua simpatia.
O adolescente, aos 14 anos, resolve começar a fumar. O pai sabe dos males que o fumo faz, a mãe também. Eles sabem que, quando a pessoa começa no vício, torna-se difícil e até impossível para a grande maioria se livrar dele.
Mas, em nome da democracia, da “moderna” psicologia, do respeito à liberdade e do respeito ao “espaço” dele, acham que não devem falar nada, e vão consentindo.
Tudo isto para ser pais bonzinhos, para eles.
Pais separados, em maioria, conseguem fazer as maiores besteiras, em relação aos seus filhos.
A menina, de 13 ou 14 anos, exige que a sua mãe deixe o seu namorado dormir em sua casa, no quarto com ela, de portas trancadas e com liberdade para transarem à vontade, embora sem qualquer orientação sexual e amadurecimento para tal, e a idiota da mãe, em nome da democracia e da liberdade, para ser boazinha, aquiesce, já que a menina, no uso da chantagem sentimental, diz:
- “Se você não deixar, eu vou morar com o papai, porque ele deixa”.
Por outro lado, quando vai passar o final de semana com o pai, quer fumar e tomar bebida alcoólica, exigindo que ele deixe, sob a chantagem:
- “Olhe só: a mamãe deixa. Se você não deixar, eu não venho mais ficar com você, tá bom?”
E o idiota, para ser bonzinho, cede, mesmo consciente das terríveis consequências que advirão no futuro dela, a continuar no vício que, com certeza, vai dominá-la.
O adolescente se conforma com as facilidades que lhe são dadas agora, porque não tem consciência do que espera, no futuro, a continuar assim.
Uma pessoa comum, de repente, está com 40 graus de febre em casa, bastante incomodada com aquele quadro, morrendo de frio e tremendo debaixo dos cobertores, embora não faça frio.
Um membro da família, também comum, pega um comprimido de AAS, dá para ela, consegue baixar a febre e pronto. Vai para a sala e senta-se para assistir televisão.
Quatro horas depois, a febre volta. Aplica-se outro AAS, a temperatura baixa de novo e fica tudo “normal”.
Na mesma situação fica o paciente que chega ao pronto-socorro de um hospital, queixando-se de uma forte dor, e o médico aplica-lhe somente um Buscopan e pronto, manda voltar para casa, afirmando que está “tudo bem”.
Com certeza o futuro da criança, cujos pais não cuidam direito da sua alimentação, dando a ela o que ela quer, naquele momento, vai estar comprometido.
Com certeza, o futuro da criança de 14 anos que está querendo fumar e tomar bebida alcoólica agora, e os pais cedem, para serem bonzinhos, vai estar comprometido, ninguém tenha a menor dúvida.
Com certeza, o futuro da menina que quer liberdade total para transar com o namorado, e a mamãe deixa, para ser boazinha, vai estar comprometido. Um filho oriundo de uma gravidez precoce, faz o jovem perder a sua adolescência, geralmente abandonar os estudos ou relaxar neles e... é terrível.
Com certeza, uma família que se acomoda em dar AAS, não tem a menor ideia de que uma febre é apenas um aviso do corpo, (uma bênção de Deus), alertando que algo mais profundo está acontecendo e que precisa ser cuidado. A doença está lá, vai se agravar se não for cuidada, e o bonzinho, que apenas deu AAS para baixar o incómodo do momento, vai ter responsabilidade.
Com certeza, um médico que apenas aplica uma injecção de Buscopan, manda o paciente voltar para casa e não esboça o menor esforço em requisitar exames, a fim de investigar qual a CAUSA daquela dor, é um irresponsável e poderá ser processado amanhã, caso o quadro evolua para um estado grave e incurável ou talvez óbito.
Óptimo. É melhor um governo que dê alguma coisa para matar a fome de quem não tem o que comer, do que não dar nada. Até aí temos que concordar. Questão de consciência.
Mas a família vai se acomodando a receber apenas esse "AAS", esses paliativo, e vai levando, vai levando, vai levando...
Aí questionemos: Como ficará o futuro dos filhos, que precisam não somente de feijão e arroz e sim de outros factores, indispensáveis, para que tenham um futuro com alguma habilidade, algum qualificativo para andar com suas próprias pernas?
Aí vêm os eternos apaixonados pelo governo actual e dizem:
O engraçado é que todos os governos dizem isto.
Se você conversar com o José Serra ou qualquer militante do PSDB, vai ouvi-lo dizer que a Educação, a Saúde, a Segurança Pública e o saneamento básico, no tempo do governo Fernando Henrique Cardoso, foi o melhor momento da história do Brasil.
Se conversar com alguém que ama o Itamar Franco, vai dizer a mesma coisa, do governo dele.
Um admirador do Fernando Collor, também, vai dizer a mesma coisa.
O mesmo vão dizer os admiradores do Sarney, dos governos militares, do Jango, do Juscelino e por aí vai.
Então, a conclusão que a gente chega, com base numa lógica clara, é que a alternativa do chamado bolsa família, criada para agradar o brasileiro pobre, é nada mais nada menos do que um AAS, é um paliativo que elimina o incómodo de agora, sem nenhum efeito curativo no problema maior do cidadão mais carente.
É uma ideia altamente inteligente, já que foi criada por políticos, que dependem de votos, para permanecerem no poder, agradando exactamente o universo da população que elege, porque é a maioria, que é o segmento chamado pobre.
Está errado? Depende do ponto de vista que você quer entender esse errado.
Partindo do princípio que o político vive em função do voto, que quer ser eleito e reeleito quantas vezes for possível, ele foi no alvo certo.
Existe preocupação com a Nação?
Coisa nenhuma. A Nação é apenas expressão de retórica, dane-se ela, dane-se o futuro, dane-se as geração que virão.
O Hugo Chavez também faz isto na Venezuela. Agradou toda a pobreza, encheu o povo de AAS e agora conseguiu o que queria, que era legalizar a sua perpetuação no governo. Não demora muito, ele proclamará a monarquia lá, colocará uma coroa na sua cabeça, virará rei, exigirá ser adorado, cercado de ouro por todos os lados e ficará vitaliciamente no trono, sem descuidar de deixar a herança perpétua para os seus descendentes e simpáticos.
Falta coerência, gente!!!!
Não é que devamos fazer coro ao discurso vazio daqueles que, comodamente, dizem: “Não devemos dar o peixe, temos é que ensinar a pescar”, porque esses, com certeza, nem dão peixe nem se dispõem a ensinar ninguém a pescar, vivendo apenas a criticar os que fazem a Caridade, na preocupação com as classes menos favorecida.
Lembremos a Madre Tereza de Calcutá que, diante de um grupo de críticos que reprovavam o seu trabalho de alimentar os pobres da Índia, exactamente com este discurso, ela foi magistral quando lhes fez, diante das câmaras de televisão, a seguinte proposta:
- “Que bom que vocês se preocupam em ensinar os pobres a pescar. Fico muito feliz em ver-lhes com essa disposição. Então vamos trabalhar juntos, sairemos por toda a Índia, eu, com minha equipe, dando a comida, e vocês formem uma equipe para, nas mesmas visitas, ensinarem os pobres a pescar. Quando vamos começar?”
Apareceu algum?
Nenhum. Crítico é uma desgraça, uma verdadeira praga, porque não sabe fazer outra coisa, senão criticar.
Analisemos esta questão friamente, sem qualquer sentimento de partidarismo, de amor ou ódio por personalidades políticas, sejam elas de que bandeira for:
Qualquer idealismo político partidário que generaliza TODOS os pobres como, necessariamente, vítimas e coitadinhos e TODOS os ricos, necessariamente, como elites e exploradores, é irresponsável, inconsequente, desonesto e está imbuído de extremo mau caratismo político, movido pela demagogia.
Qualquer pessoa inteligente, possuidora do mínimo de bom senso, sabe que muitos são pobres porque são vagabundos, preguiçosos, irresponsáveis, acomodados e até mesmo desonestos. Não é questão de falta de oportunidade não, porque muitos recebem oportunidades e chances de crescerem na vida e se recusam!!!!
Existe, de fato, muitos ricos que acumularam bens a custa da desonestidade, da corrupção, jogadas sujas e muita safadeza, mas a generalização é burra, uma vez que existem muitos que ficaram ricos honestamente, a custa do talento e da aplicação da inteligência nos seus negócios.
Conta-se em dezenas de milhões a quantidade de homens, brasileiros, pobres, que dizem não ter dinheiro para o alimento e as necessidades básicas da família, mas nunca lhes faltam para tomar cachaça e encher a cara de cerveja no bar da esquina. Estou exagerando? Quem duvidar, que vá às camadas mais pobres e acompanhem o dia-a-dia das pessoas.
É gigantesco o número de empregadas domésticas ladronas, que roubam, mesmo, o que podem roubar nas casas dos seus patrões.
Inúmeros são os “trabalhadores” brasileiros, esses mesmos que a demagogia sindical diz defender, porque os generaliza sempre como vítimas, que roubam as empresas onde trabalham, que praticam desfalques, boicotes, atestados médicos falsos para justificar faltas ao serviço e toda sorte de safadeza que você imaginar.
Já que sei que, certamente, vão aparecer alguns adeptos deste festival de demagogia barata que existe em nosso país, a criticar-me e até acusar-me de ser radical, contra o partido A, talvez por ser membro disfarçado do partido B, venho aqui a fazer um desafio, que coloco como exemplo:
Saiamos pelas ruas da cidade de São Paulo, que é a essência de toda a cultura brasileira, porque tem gente de todos os estados, e façamos a seguinte constatação:
- Faremos o nosso almoço, na grande maioria dos restaurantes, principalmente nos mais populares e de comidas a quilo, e peçamos a nota, ao final.
- Faremos qualquer tipo de despesa e peçamos a nota.
- “Qual o valor que você quer que eu bote na nota?”
É impressionante, caro leitor, mas é raríssimo um motorista ou um caixa de restaurante que não age assim.
Por que fazem isto?
Porque sabem que o índice de desonestidade da população é algo gigantesco e incontrolável.
Quem pede o valor de uma nota a mais, com certeza, está roubando a empresa onde trabalha, porque é a ela que vai prestar conta com aquele documento.
Isto é praticado com o todo cinismo.
De repente, um “trabalhador” safado deste, sai da empresa, recorre a uma instância trabalhista, que se diz “justiça”, e com base em um código extremamente demagogo e paternalista, chamado CLT, é amparado, visto como coitadinho e vistas grossas são feitas às suas práticas imorais.
Que diabo de coerência é essa, gente?
E ainda querem que o País gere mais empregos, diante de uma realidade tão estúpida?
É preciso acabar com a fome, sim!
Ninguém pode ser contra isto. Só mesmo criaturas frias, egoístas, desumanas e insensíveis podem ser contra a disposição de alimentar a quem tem fome.
Mas é preciso também que haja inteligência em estimular o brasileiro HONESTO, digno, correto e bem intencionado, ao mesmo tempo em que preciso é, também, agir com rigor contra todos os safados, sem vergonha, preguiçosos, malandros e espertalhões que existem, aos milhões, de norte a sul deste Brasil.
Diante de um negro ladrão, tem que se agir com rigor, como rigor também deve ser aplicado a um ladrão branco, loiro, mulato ou de qualquer cor de pele, porque todos são ladrões do mesmo jeito, e não ficar em submissão com as demagogas alegações de que toda acção contra negros é produto de racismo.
Se você chama uma loira de burra, não tem problema nenhum, mas se chamar um negro de burro, está sujeito a ir para a cadeia.
Os juízes do trabalho, quando diante de comprovações que o empregado é ladrão, precisam parar com essa palhaçada demagoga de dizer que não compete à “justiça” do trabalho levar aquele fato em consideração, mandando que a empresa resolva aquele problema com a polícia. Ora, se quer continuar carregando o rótulo de JUSTIÇA, tem que ter vergonha na cara e praticá-la integralmente.
O lugar de qualquer ladrão, qualquer que seja a instância, é na cadeia.
Seja ela praticada por governantes do PT, do PMDB, PSDB, PTB, DEM, Partido do Edir Macedo, PSB, PCB... ou qualquer que seja o partido político, já que todos adoram fazer média com a massa, chamada “povo”, sabendo que ela, em maioria, é constituída por pessoas de pouca capacidade racional.
É por isto que este país precisa, urgentemente, de um partido que tenha vergonha na cara. (http://www.partidovergonhanacara.com/).
Enganar os outros, é uma questão de desonestidade, mas enganarmos a nós mesmos, é uma questão de burrice.
Pra frente, Brasil.
Para a sua apreciação
Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas e Escritor
alamar@redevisao.net --- http://www.redelivros.net/ --- http://www.redevisao.net/ --- http://www.alamar.biz/
ORKUT "alamarregis"

5 comentários:
21.3.09
Olá Amigos.
Por motivos profissionais e académicos, já há alguma tempo não tenho passado por aqui.
Excelente texto!
Estou muito feliz pela excelencia do vosso espaço. Parabéns e obrigado.
22.3.09
Bem-Haja.
23.3.09
Comecei a visitar este espaço, já há algum tempo, estou a gostar.
Um Bem-Haja a todos os participantes, com muito carinho para o nosso amigo Mário que já conheço há longo tempo, fiquem todos na paz do Pai.
23.3.09
O texto envolve e fala sobre problemas de séculos, só devemos te uma visão ampliada de cada ponto, pois na ânsia de resolver nos prendemos somente ao "PROBLEMA", e acabamos por ser mais um a maximizar o que na verdade deve ser tratado com imparcialidade e compromisso. Acredito nesse povo e nesse Brasil...Como acredito que mudamos nesses ultimos 08 anos de Governo Lula(devo sinalizar que não sou de nenhum partido politico)o que não nunca imaginariamos que pudesse ser feito. Toda mudança demanda "TEMPO" e vontade de mudar; tempo para tentarmos chegar a uma solução e vontade para jamais desistir. Acredito que com esses dois pontos bem trabalahdos chegaremos longe...
27.3.09
Duvido que haja algum dia um gonverno que eduque a população.Pois só a educação e capaz de dar um pouco de sensibilidade as pessoas para diferenciar o jôio do trigo.Pode-se até aceita uma ajuda,mas nunca fazer dela uma de suas pernas.E preciso conciência dos proprios necessitados que após a turbulencia chegará a bonaça,e se a cabana que lhe abrigo não mais lhe é necessaria,entregue-a a outro......
claudinha
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