Os viajantes.
Quem quiser conquistar o reino dos Céus e viver feliz que pegue as sua Cruz e Siga-me! ... Com será a minha Cruz? Pesada? Leve? De madeira? De ferro? Feita artesanalmente por um artista especial? Pode sofrer modificações? A tarde era ensolarada e quente e Eduardo rabiscava uma folha em branco com ponta um pouco gasta de um lápis preto... Que Cruz é esta de que falou Marieta? Que felicidade é esta que ela diz não estar aqui? E quem é este Jesus que ela me convida a seguir? Morreu na cruz. Foi o grande derrotado e ainda era jovem. Sua família era pobre e muito sem expressão. É o que sei a respeito dele. E que cruz e esta que eu não vejo, não sinto e sequer entendo que preciso carregar para Segui-lo? E Segui-lo para onde?
Eduardo então olhou a folha de papel que já não estava mais em branco, sem perceber ele havia rabiscado algumas palavras que interligadas e mesmo cruzadas formavam uma Cruz.
Podia-se ler. Orgulho. Egoísmo. Ignorância. Malquerer. Violência. Mágoa. Raiva. Desrespeito. Desonestidade. Calúnia. Agressão. Estas palavras formavam a “trave” horizontal da cruz.
Na posição vertical podiam ser vistas. Fraternidade. Respeito. Caridade. Estudo. Compreensão. Igualdade. Amparo. Esquecimento. Perdão. Misericórdia. Arrependimento. Paternidade. Maternidade. Filiação. E da metade desta trave vertical para cima as palavras estavam como que mais claras e iam ficando diferentes na forma de serem escritas e no tipo de letra...
Eduardo parou e ficou atónito olhando para esta cruz que ele havia feito. Seria esta a cruz que fazia referência Marieta? Para seguir Jesus teria de carregar tudo isto? Era muito peso disse a si mesmo. E com tantas coisas desagradáveis na bagagem o lugar para onde se dirigiria Ele Jesus? Seria um bom lugar? E quem ele, Eduardo, encontraria por lá? Foi aí que pensou, não o conheço. Jesus. Então esta cruz dever ser a minha.
Uma borboleta, bela de asas em um amarelo claro e suave veio pousar nas rosas brancas que enfeitavam a sacada da janela. Eduardo perdido em seus pensamentos, então disse a si mesmo, ela voa leve e bela. Meu Deus é isto. Ela era feia, cheia de defeitos e se arrastava com o peso deles e em uma fase que não entendia a beleza e a leveza da Vida. Trancou-se e só e com o tempo, que precisou a sua disposição, se transformou e saiu daquele estado, e para voar teve de se espremer na saída apertada e estreita do casulo e deixar por lá o excesso de liquido para poder voar.
É isto. Montei com minha vontade e liberdade a cruz que representa o meu hoje. Insatisfeito eu preciso entrar no meu casulo, escolher o que é bom. Deixar o ruim, ultrapassar a porta estreita e voar com a nova cruz que é minha. Que construirei com fraternidade, caridade, respeito, tolerância, perdão e muito estudo. Voar em direcção a felicidade que é o que fez Jesus. Marieta se utilizou de uma metáfora. Eu posso voar e sair daqui e ser mais feliz. A cruz é minha eu construí. Posso, porém esculpir nela modificações e fazer correcções e não preciso fazer tudo de uma só vez. É o nascer de novo. Posso ir substituindo e andando pela estrada da vida onde encontrarei os “estímulos e apoios” que ele Jesus vai deixando por onde passa.
Quero voar, preciso voar e para isto preciso modificar meus dias a partir de hoje. Vou começar visitando Marieta em seu leito de dor. Levarei flores do jardim de minha casa para enfeitar a enfermaria do hospital. Vou-lhe contar estas coisas que eu entendi aqui agora. Tenho certeza que as dores do câncer, que a incomodam, irão diminuir e ela sorrirá para mim me dizendo que bom que você entendeu e vai continuar caminhando comigo seguindo a Jesus. E buscando a Vida em abundância que Deus reservou para todos nós. Vou pegar a minha cruz e Segui-lo. Muita paz!
Quem quiser conquistar o reino dos Céus e viver feliz que pegue as sua Cruz e Siga-me! ... Com será a minha Cruz? Pesada? Leve? De madeira? De ferro? Feita artesanalmente por um artista especial? Pode sofrer modificações? A tarde era ensolarada e quente e Eduardo rabiscava uma folha em branco com ponta um pouco gasta de um lápis preto... Que Cruz é esta de que falou Marieta? Que felicidade é esta que ela diz não estar aqui? E quem é este Jesus que ela me convida a seguir? Morreu na cruz. Foi o grande derrotado e ainda era jovem. Sua família era pobre e muito sem expressão. É o que sei a respeito dele. E que cruz e esta que eu não vejo, não sinto e sequer entendo que preciso carregar para Segui-lo? E Segui-lo para onde?
Eduardo então olhou a folha de papel que já não estava mais em branco, sem perceber ele havia rabiscado algumas palavras que interligadas e mesmo cruzadas formavam uma Cruz.
Podia-se ler. Orgulho. Egoísmo. Ignorância. Malquerer. Violência. Mágoa. Raiva. Desrespeito. Desonestidade. Calúnia. Agressão. Estas palavras formavam a “trave” horizontal da cruz.
Na posição vertical podiam ser vistas. Fraternidade. Respeito. Caridade. Estudo. Compreensão. Igualdade. Amparo. Esquecimento. Perdão. Misericórdia. Arrependimento. Paternidade. Maternidade. Filiação. E da metade desta trave vertical para cima as palavras estavam como que mais claras e iam ficando diferentes na forma de serem escritas e no tipo de letra...
Eduardo parou e ficou atónito olhando para esta cruz que ele havia feito. Seria esta a cruz que fazia referência Marieta? Para seguir Jesus teria de carregar tudo isto? Era muito peso disse a si mesmo. E com tantas coisas desagradáveis na bagagem o lugar para onde se dirigiria Ele Jesus? Seria um bom lugar? E quem ele, Eduardo, encontraria por lá? Foi aí que pensou, não o conheço. Jesus. Então esta cruz dever ser a minha.
Uma borboleta, bela de asas em um amarelo claro e suave veio pousar nas rosas brancas que enfeitavam a sacada da janela. Eduardo perdido em seus pensamentos, então disse a si mesmo, ela voa leve e bela. Meu Deus é isto. Ela era feia, cheia de defeitos e se arrastava com o peso deles e em uma fase que não entendia a beleza e a leveza da Vida. Trancou-se e só e com o tempo, que precisou a sua disposição, se transformou e saiu daquele estado, e para voar teve de se espremer na saída apertada e estreita do casulo e deixar por lá o excesso de liquido para poder voar.
É isto. Montei com minha vontade e liberdade a cruz que representa o meu hoje. Insatisfeito eu preciso entrar no meu casulo, escolher o que é bom. Deixar o ruim, ultrapassar a porta estreita e voar com a nova cruz que é minha. Que construirei com fraternidade, caridade, respeito, tolerância, perdão e muito estudo. Voar em direcção a felicidade que é o que fez Jesus. Marieta se utilizou de uma metáfora. Eu posso voar e sair daqui e ser mais feliz. A cruz é minha eu construí. Posso, porém esculpir nela modificações e fazer correcções e não preciso fazer tudo de uma só vez. É o nascer de novo. Posso ir substituindo e andando pela estrada da vida onde encontrarei os “estímulos e apoios” que ele Jesus vai deixando por onde passa.
Quero voar, preciso voar e para isto preciso modificar meus dias a partir de hoje. Vou começar visitando Marieta em seu leito de dor. Levarei flores do jardim de minha casa para enfeitar a enfermaria do hospital. Vou-lhe contar estas coisas que eu entendi aqui agora. Tenho certeza que as dores do câncer, que a incomodam, irão diminuir e ela sorrirá para mim me dizendo que bom que você entendeu e vai continuar caminhando comigo seguindo a Jesus. E buscando a Vida em abundância que Deus reservou para todos nós. Vou pegar a minha cruz e Segui-lo. Muita paz!
Psicografia de Jorge Portugal, Espírito O Estudante.


1 comentários:
15.1.09
Isso deixou-me a beira das lágrimas!
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