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Para Que Serve a Mediunidade?

Uma questão que costuma fazer muita confusão a algumas pessoas é o porquê de os espíritas estabelecerem contacto com o Além.
Uma das respostas que nos ocorre para essa questão é:

- E porque não haviam de estabelecer esse contacto? Se Deus dotou algumas pessoas de mediunidade, também chamada percepção extra-sensorial, porque não usá-la para o bem da Humanidade?

Foi o caso de Chico Xavier, médium espírita, que, como todos os médiuns espíritas, apenas usou a sua mediunidade para três finalidades:

- Auxílio a sofredores;
- Instrução moral;
- Pesquisa científica.

Sobre o auxílio a sofredores e sobre a pesquisa científica já temos falado. Mas de que fala o Espiritismo quando se refere a mediunidade para fins de "instrução moral"?

No caso de Chico Xavier foram mais de quatrocentos livros psicografados (escritos pelos Espíritos através de um médium) com precioso conteúdo moral, aplicável à vida de toda a gente, espírita ou não.

O lucro dos livros psicografados por médiuns espíritas reverte sempre para obras assistenciais, não lucrando os médiuns nem um centavo.

Uma amostra da psicografia de Chico Xavier, sendo o autor espiritual o Espírito Emmanuel, Guia ("anjo-da-guarda") do médium:


Acharás

Procuras a bênção da paz. Aprenderás, assim, a trilhar a senda para semelhante aquisição. Caminharás servindo.
Transporás com paciência os obstáculos que se te oponham à marcha. Reconhecerás sempre que a prática do bem é a bússola indispensável à sua orientação.

Acolherás por instrutores os companheiros de experiência que se te fizeram adversários. Retirarás da crítica as parcelas de proveito a ti mesmo, como quem colhe rosas no ramo que as produz, sem que os espinhos te impressionem.

Tomarás do repouso apenas a dose de tempo que se te faça precisa ao refazimento, sustentando-te no trabalho, sem cogitar de fadiga ou de exaustão.

Não te acomodarás com o desanimo, sejam quais forem as circunstâncias. Se perseguidores te surgirem à frente, orarás por eles sem questionar-lhes as agressões. Ouvindo palavras injuriosas, guardarás silencio e serenidade.

Desculparás por antecipação quaisquer ofensas que se te enderecem à estrada. Onde o deserto apareça cultivarás alguma semente útil que possa beneficiar os que vierem depois de teus passos. Mesmo que essa ou aquela criatura te fira, não te voltarás contra ninguém.

Agradece aos companheiros que te estenderem apoio, mas agradece também aos que ainda não te consigam auxiliar. Compadece-te dos que te prejudiquem, aceitando, sem revolta, as dificuldades que, porventura, te imponham.

Segue construindo o bem alegremente. Transforma os contratempos em lições.Age constantemente para doar à vida o melhor ao teu alcance.

Nos dias de provação, é justo chores e sofras, mas não te interrompas na obrigação a cumprir para lamentos em torno de ocorrências que não podes remediar.
Entrega a Deus os problemas que se te façam insolúveis, trabalha e caminha adiante. Assim acharás no próprio coração a presença da paz, a irradiar-se de ti por fonte de amor e luz.

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