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Atendimento - o clássico "encosto" - 2

O chamado "encosto" é, como dissemos, um dos motivos mais comuns que trazem as pessoas ao atendimento de um centro espírita. Passaram geralmente pelo médico, eventualmente pelo psicólogo, e nem os medicamentos nem a psicoterapia resultaram.

Temos o maior respeito pela Medicina e pela Psicologia, mas é bom de ver que, se estas não determinam a causa de um transtorno, não podem ter êxito na sua cura. Se se trata de uma depressão, por exemplo, conseguem êxito, pois é essa a sua área de competência.

Mas se a causa é a influência de Espíritos perturbadores, é nesse sentido que tem de se encaminhar o trabalho desses profissionais de saúde. Felizmente muitos já têm conhecimentos de Espiritualidade, e, juntamente com o centro espírita, desenvolvem meritório trabalho.

As pessoas que comparecem no atendimento espírita também passaram muitas vezes por um sacerdote da Igreja a que pertencem, e que em Portugal é, por norma, a católica. Há os sacerdotes exorcistas, que partem da convicção de que estão a lidar com demónios. Mas os demónios não existem, e o resultado é nulo.

A pessoa em perturbação é aspergida com água-benta, são recitadas orações em Latim, em rituais que vêm da Idade Média, e que, pese embora toda a boa-vontade dos sacerdotes, não resultam, como é óbvio e verificável pela prática. Pelo contrário - esses rituais são altamente traumatizantes para as pessoas que julgam estar "possuidas" por seres demoníacos. Com todo o respeito que nos merecem todas as religiões, é um procedimento arcaico, que a maior parte do clero reprova, e que bem podia ser posto de parte.

Depois temos outra instância muito popular, que são as "bruxas", os médiuns comerciantes, as mulheres de virtude.

Neste grupo há uma grande variedade:

Há a bem intencionada, que repete rituais ancestrais, em que a magia que vem das origens da Humanidade e a religiosidade cristã se entrecruzam.

E há o espertalhão sem escrúpulos, que explora a "mina" da aflição alheia até as pobres famílias já não terem com que pagar os "tratamentos" absurdos, do tipo dos famosos "banhos de descarga", que são frasquinhos de líquidos que se entornam pelo corpo abaixo e que, alegadamente, "afastam os maus Espíritos! Ao charlatão é fácil manobrar as pessoas, pois estas estão num estado de vulnerabilidade tal, que faz com que se agarrem a toda e qualquer esperança, como um náufrago a um pedaço de madeira flutuante. Não estão em posição de escolher! E é raríssimo haver queixas contra os charlatães, pois as pessoas têm vergonha de admitir que recorreram a eles e foram burladas.

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2 comentários:

ARTUR SONHADOR

4.5.10

Como agir então! Como me livrar da sensação de que estou amarrado na mesmisse??? a quem recorrer???

Francisco

6.5.10

Olá Artur,

Com os poucos elementos que nos deu, vou responder às cegas, mas se pretender por favor contacte o Blog de Espiritismo por email.

Ainda assim, como agir? A quem recorrer?

Pode deslocar-se a um centro espirita (como está no Brasil pode pedir uma lista de centros perto de si à Federação Espirita Brasileira).

No centro pode solicitar auxilio, pode estudar, tirar duvidas, se for necessário eles próprios lhe indicam para ir a um médico, etc.

Força e dê novidades.

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